Raça Ovina Campaniça
A ACOS é a entidade Gestora do Livro Genealógico da Raça Campaniça. O Registo Zootécnico foi delegado à ACOS em 1987, altura em que a raça se encontrava em sério risco de extinção. As políticas de apoio permitiram uma evolução significativa dos efetivos, existindo atualmente 8000 animais registados.
A ACOS tem estabelecido diversas parcerias para a implementação de programas de investigação e desenvolvimento, que visam a Caracterização Demográfica e o Melhoramento Genético da Raça Ovina Campaniça.
Sobre a Raça Ovina Campaniça
A ovelha Campaniça tem o seu solar de origem no "Campo Branco", região que se estende pelos concelhos de Mértola, Almodôvar, Castro Verde e parte do de Ourique. Trata-se de uma região de condições geoclimáticas adversas, caracterizada por solos muito pobres, com um clima bastante quente e seco no Verão, de chuvas irregulares no Inverno e Primavera e um Outono que embora mais ameno não proporciona em regra chuvas suficientes para as tão necessárias pastagens espontâneas.
Os animais desta raça Campaniça apresentam perfil convexo, lã de tipo cruzado e altosa, diferente do Merino e do Churro, cujo cruzamento foi indevidamente considerado o percursor do tronco bordaleiro, a que também pertencem as raças espanholas Manchega e Aragonesa e as nossas Serra da Estrela, Bordaleira de Entre Douro e Minho e Saloia.
A extraordinária resistência da ovelha Campaniça às condições agrestes do meio, permite que seja considerada como uma realidade ecológica, resultante duma selecção quase natural. A rusticidade é a sua maior virtude, fruto de uma melhoria genética devida ao facto de, desde sempre, se escolheram os animais mais resistentes e não necessariamente os de maiores potencialidades produtivas.
De entre as características morfológicas mais marcantes desta raça, destacam-se, além da lã de tipo Cruzado, o pequeno tamanho, membros finos, cara e cabos deslanados.
Livro Genealógico da Raça Ovina Campaniça
A institucionalização do Registo Zootécnico pela Direcção Geral dos Serviços Pecuários ocorreu em 6 de Novembro de 1987, tendo o mesmo sido delegado na ACOS. Inscreveram-se na fase inicial 7 criadores com um total de 1616 animais.
Várias entidades desenvolveram acções processadas visando o melhoramento e a preservação da raça Campaniça. Refere-se particularmente o trabalho desenvolvido na década de 50 pelo Dr. Teófilo Frazão, Intendente de Pecuária de Beja, que culminou com a publicação da valiosa obra "Ovinos Campaniços" - D.G.S.P. - 1982, que pode ser considerada como a Bíblia da Raça Campaniça.
O efectivo actual da raça ronda os 7000 animais explorados em linha pura, distribuídos pelos concelhos de Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Serpa, Vidigueira, e Loulé. Nestas explorações, o sistema tradicional extensivo tem vindo a ser gradualmente substituído por um regime mais equilibrado com recurso à suplementação alimentar nas épocas de escassez, à melhoria das pastagens e à sua utilização racional, através do parqueamento.
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