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ACOS faz balanço de um ano do Serviço Comercial de Ovinos


ACOS faz balanço de um ano do Serviço Comercial de Ovinos

Organização da produção e criação de escala e de valor

A ACOS – Associação de Agricultores do Sul apresentou, recentemente, aos seus associados um balanço de um ano de funcionamento do Serviço Comercial de Ovinos com vendas para exportação.

O Serviço, ainda em fase experimental para aperfeiçoamento de procedimentos, contou com a participação de 25 sócios da ACOS (produtores de ovinos aderentes) e contabilizou, durante o primeiro ano de funcionamento, a comercialização de mais de nove mil animais.

Os sócios presentes na reunião de balanço e de reformulação de alguns procedimentos manifestaram, de um modo geral, agrado pelo serviço, com destaque para ganhos mais vantajosos e boa organização, indicando apenas algumas questões de pormenor relacionadas sobretudo com pequenas penalizações referentes a desvios às normas adoptadas em toda a cadeia.

O escoamento dos ovinos para Espanha assenta numa parceria com a OVIPOR, cooperativa com largos anos de experiência nesta matéria, e o preço de referência pago pelos animais (borregos e adultos) é o da Bolsa da Extremadura, consideravelmente acima do preço corrente em Portugal.

Presente na reunião, o responsável da Ovipor, Agustin Gonzalez, fez uma apresentação sobre a evolução do setor ovino em Espanha e dos desafios enfrentados. Regularidade no fornecimento de matéria prima, dimensão, homogeneidade e ainda aposta em inovação, investigação e desenvolvimento para adaptação a novas exigências e otimização de custos são alguns dos desafios tornados realidade.

O Serviço de Comercialização de Ovinos funciona com base em normas muito específicas, criadas para o efeito, com o objetivo de salvaguardar os interesses dos produtores, de garantir a qualidade da produção e de normalizar procedimentos relativamente aos requisitos do mercado.

A 2ª fase deste Serviço de Comercialização, a decorrer até Dezembro de 2019, abre portas a novos associados da ACOS que tenham interesse em aderir. Do lado português há ainda um longo caminho a percorrer no que respeita à organização e normalização da produção, à concentração da oferta e, num outro patamar, à criação de centros de tipificação e engorda que permitam o aproveitamento de diversas mais valias tanto relacionadas com a transformação, como com a origem dos animais. É esse caminho que a ACOS está a procurar fazer através da criação de parcerias e protocolos de colaboração com entidades portuguesas e espanholas.