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INE divulga resultados do último Recenseamento Agrícola

O Instituto Nacional de Estatística divulgou os resultados do Recenseamento Agrícola 2019 (RA2019), que permite caracterizar a agricultura portuguesa, com informação regional (e ao nível da freguesia se necessário), bem como analisar a sua evolução na última década e, para algumas variáveis, nas últimas décadas.

Está organizado nos seguintes temas:

1.        Estrutura das explorações agrícolas

2.        Utilização das terras

3.        Rega

4.        Efetivos animais

5.        Máquinas agrícolas

6.        Mão-de-obra agrícola e caracterização do produtor singular e dirigente das sociedades

7.        Agricultura Biológica

8.        A agricultura portuguesa no contexto europeu

Com base numa análise prévia feita pela CAP – Confederação dos Agricultores de Portugal, pode concluir-se o seguinte:

- Explorações agrícolas: abrandamento do abandono da atividade (-4,9% de explorações na última década, por comparação com -26,6% entre 1999 e 2009) e aumento da dimensão média das explorações para 13,7 ha/exploração (em 2009 12 ha/exploração);

- Superfície total das explorações: aumento em mais de 400 mil hectares, ocupando 55,5% da superfície territorial;

- Superfície Agrícola Utilizada: crescimento de 8,1%, alterando-se significativamente a sua composição. Decréscimo de 11,6% nas terras aráveis, mais que compensado pelos expressivos aumentos das áreas das culturas permanentes (+24,6%) e das pastagens permanentes (+14,9%);

- Natureza jurídica: intensificou-se a empresarialização da agricultura, com as sociedades a gerirem 1/3 da Superfície Agrícola Utilizada (27,0% em 2009) e mais de metade das Cabeças Normais (41,1% em 2009);

- Orientação técnica económica: reforço da especialização, tendo as explorações especializadas aumentado 7% e o respetivo Valor da Produção Padrão crescido 49,9%;

- Regadio: aumento de 16,6% da superfície potencialmente regada passando a beneficiar 69,7% dos pomares de frutos frescos, 11,5% dos pomares de casca rija, 31,7% dos olivais e 27,8% das vinhas;

- Mão de obra agrícola (em Unidade Trabalho Ano): decréscimo global de 14,4%, refletindo a redução do trabalho familiar. Em contrapartida, aumento da contratação de trabalhadores assalariados (+ 30,7%).


Para quem tiver interesse, anexamos aqui o Recenseamento Agrícola201, edição de 2021